Alvo foi o Fusca 1979, xodó do aposentado Asdrúbal Rodrigues de Matos, 69 anos.
Casa revirada, carro amassado, nenhum pertence levado e um bilhete inusitado em cima da cama. Foi assim que a família da dona-de-casa Maria Ribeiro da Silva, 47 anos, e de seu marido, o aposentado Asdrúbal Rodrigues de Matos, 69, moradores da avenida Álvares de Azevedo, na Vila Liberdade, em Jundiaí, encontrou a residência quando chegaram de viagem na tarde de domingo, após feriado de Corpus Christi.
No bilhete, escrito em uma folha de caderno, havia o seguinte recado: “Vim para roubar, mas não tem dinheiro. Até a merda do carro não pega”.
A porta da casa estava arrebentada e o carro – um Fusca amarelo ouro 1979 – danificado na frente e na lateral. A família acredita que os bandidos entraram pelo portão da frente, que recebeu um cadeado somente depois do ocorrido. “A impressão que dá é que eles só entraram para fazer bagunça. Nada foi levado, nem um prego sequer”, disse o aposentado.
Fusca é o xodó de aposentado
O Fusca amarelo de Asdrúbal, comprado em 2003, é o verdadeiro xodó do aposentado. “Amassou bastante e vou ter um prejuízo grande com isso. Mas ele funciona sim”, disse ele, contrariando o bilhete.
Os bandidos também tiraram o tampão traseiro do automóvel e derrubaram ferramentas no chão. “Não dá para saber se eles chegaram a sair com o carro e voltaram com ele para a garagem. Só sei que não sabemos como esse amassado surgiu, porque batida na parede não teve”, ressaltou.
A família, que veio de Franco da Rocha e ficou abalada com o assalto, mora há um ano e meio no local. Nenhum vizinho escutou qualquer movimentação na casa.
Para o delegado Hamilton de Souza, da 3º Distrito Policial, no bairro da Ponte São João, o invasor da casa é um gozador. “Isso foi uma grande gozação. É um caso raro na policia”, comentou o delegado, acrescentando que é a primeira vez que registra um caso em que um bilhete é deixado no local do crime. “Em geral, o ladrão costuma levar alguma coisa.”
Segundo Souza, quando o ladrão não consegue levar um objeto muito pesado, por exemplo, é comum ele quebrar ou danificar. “Por raiva, por ser uma pessoa ruim”, afirmou.
“Esse ladrão deve ser um ignorante e nem sabe escrever”, disse, mostrando a folha dobrada é anexada como a única “pista” . “Se esta pessoa for pega, um exame grafotécnico pode comprovar sua autoria e ele ser indiciado”, explicou.
O caso foi registrado como furto qualificado com ato de arrombamento e dano material. Se for preso e condenado, o acusado pode pegar de dois a oito anos de prisão.
Fonte: Agência BOM DIA / Terra
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