Desafio do balde de gelo dá errado e bombeiros são eletrocutados

Para fazerem o tão famoso Desafio do Gelo, bombeiros subiram em uma escada magirus. O problema foi que eles chegaram perto demais da fiação elétrica e acabaram eletrocutados

Quatro bombeiros ficaram feridos – dois deles seriamente – após um desafio do balde de gelo que deu errado nos EUA. Os bombeiros foram ajudar estudantes de uma faculdade a realizar o desafio, que consiste em jogar um balde de gelo na cabeça para conscientizar sobre a esclerose lateral amiotrófica. Entretanto, eles posicionaram sua escada perto de mais da rede elétrica, e receberam um choque após jogarem a água nos jovens.

O “ALS Ice Bucket Challenge” virou moda nos EUA e em todo o mundo após diversas celebridades publicarem seus vídeos na internet e desafiarem outras pessoas. O desafio visa conscientizar e arrecadar dinheiro para o estudo da esclerose lateral amiotrófica, mal degenerativo também conhecido como doença de Lou Gehrig.

O caso aconteceu em Campbellsville, no Kentucky. Os bombeiros tinham acabado de jogar a água gelada sobre os estudantes da universidade local e baixavam a escada do caminhão quando receberam o choque. Os dois bombeiros que estavam na extremidade da escada, identificados como Simon Quinn, de 22 anos, e Tony Grider, de 41, tiveram várias queimaduras e estão internados em hospital universitário. Outros dois socorristas – Steve Marrs, de 37 anos, e Alex Johnson, de 28, também ficaram feridos, mas sem gravidade. Eles foram liberados.

Simon Quinn (esquerda) e Tony Grider
Simon Quinn (esquerda) e Tony Grider

Um segue em estado crítico, enquanto o outro está estável, segundo a polícia local. Nenhum estudante ficou ferido.

Cerca de 100 alunos da universidade e outras pessoas da cidade se reuniram nesta quinta-feira (21) para rezar pela recuperação dos bombeiros.

Estudantes rezam por bombeiros eletrocutados em desafio do balde de gelo
Estudantes rezam por bombeiros eletrocutados em desafio do balde de gelo

ELA

A síndrome é complexa e não há cura, nem tratamento específico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% a 10% dos casos são genéticos.

Ao ser descoberta a doença, os primeiros sintomas são câimbras e fraqueza muscular. Lentamente, a pessoa começa a piorar e, sem força muscular, fica sem poder andar. No estágio avançado da doença, pode-se ter dificuldade até para deglutir um alimento e engolir saliva.

Atualmente, com cuidados especiais, traqueotomia e ventilação controlada, há casos com mais de 25 anos de evolução. 20% dos pacientes sobrevivem seis anos.

Outras informações sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) podem ser encontradas no site da Associação Pró-Cura da ELA no Brasil.

Fonte: AP / G1

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