Homem fica preso por duas semanas em SP ao ser confundido com irmão

Auxiliar de limpeza foi detido ao tirar atestado de antecedentes criminais.
Mandado de prisão era para irmão dele, que devia pensão alimentícia.

O auxiliar de limpeza Gilsom Ramalho da Costa só queria tirar um atestado de antecedentes criminais para poder começar no emprego novo, mas acabou preso ao ser confundido com seu irmão, procurado por dever pensão alimentícia. Na quarta-feira (30), a Justiça de São Paulo mandou libertar o inocente, que passou duas semanas em uma cadeia lotada.

O drama começou quando Costa foi tirar o documento, exigido pela empresa onde ele iria começar a trabalhar. “Eu dei a minha identidade para a senhora tirar para mim no computador o atestado. Não demorou nem cinco minutos, e vieram três senhores com papel na mão dizendo: ‘Gilsom, você está sendo procurado”, conta o auxiliar de limpeza.

“Eu falei que não era possível. Ele vai tirar o documento pra trabalhar e é preso? Eu não acredito em uma coisa dessas”, diz Valdete Ramalho da Costa, mãe do rapaz.

O auxiliar de limpeza, que ainda tem nos punhos as marcas das algemas, foi levado para duas delegacias. Na cadeia, ele ficou em uma cela com outros 18 presos.

“Lá era apertado. Havia muitos presos dormindo no chão frio, muitos que não podiam dormir lá dentro e que dormiam do lado de fora, no meio da chuva, não tinham nem cobertor. Era só papelão. Quando vinha a alimentação, ninguém gostava de comer também”, contou Costa.

Ele ficou preso 13 dias por um crime cometido por seu irmão, Gerson. O mandado de prisão era para ele, suspeito de não pagar a pensão alimentícia dos filhos.

No documento, aparece claramente o nome de Gerson Ramalho da Costa, que teve a prisão decretada por dever R$ 536 de pensão.

O auxiliar de limpeza disse ter alertado várias vezes os policiais que o nome dele não era Gerson. Após a libertação, seu advogado quer entrar com um pedido de indenização de R$ 200 mil.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública se limitou a reconhecer que houve um erro do instituto de identificação e que o caso será apurado. O irmão da vítima, o verdadeiro acusado por não pagar pensão alimentícia, fez um acordo com a mulher, que retirou a acusação.

Felizmente, a empresa onde Costa ia trabalhar como auxiliar de limpeza disse que a oferta de emprego ainda está de pé. Mas ele ainda terá de apresentar o atestado de bons antecedentes.

Fonte: Bom Dia Brasil

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