O pai da vuvuzela está arrependido

O principal culpado pela praga sonora da vuvuzela parece agora aderir à causa. Neil van Schalkwyk é o criador do instrumento que não para de tocar no Mundial, não importando a hora do dia ou da noite. Diante da choradeira e resmungo dos ocidentais, ele resolveu pedir desculpas e contar como tudo começou.

Van Schalkwyk conta que a ideia para criar o instrumento nasceu por acaso. Ele era zagueiro do Santos Cape Town quando, há 15 anos, marcou o gol de empate contra o Battswood, pelo campeonato nacional. Durante a comemoração, viu na arquibancada um fino trompete sendo soprado e soando como uma leve buzina. Esse foi o momento. “Foi ali que aconteceu”, lembra.

Hoje, milhares das vuvuzelas criadas por Van Schalkwyk são vendidas acompanhadas por protetores auriculares. O inventor começou a vendê-las em 2001, com apenas 500 instrumentos. Um ano depois, uma empresa comprou 20 mil unidades para uma promoção. Era só o começo.

Van Schalkwyk não pôde registrar o produto, porque “um trompete é um trompete e assim tem sido há centenas de anos”. Então, a empresa, a Masincedane Sport, registrou o nome “vuvuzela”. O significado do termo é “borrifar e lavar você com barulho”.

O fenômeno é global. Os trompetes já soaram durante um jogo de beisebol nos EUA, e na França uma empresa de TV prometeu transmitir os jogos sem o zumbido. Para a Fifa, as vuvuzelas devem continuar. Criador da corneta pede desculpas pelo barulho causado por esses instrumentos.

Com buzina brasileira, torcedor espanta vuvuzelas

Os torcedores sul-africanos até se assustaram neste domingo. Enquanto sopravam com entusiasmo as barulhentas vuvuzelas em frente ao Soccer City, o brasileiro Heraldo Evans usou uma buzina bem comum no país do futebol para superar os torcedores locais.

“Esta é a brazilian vuvuzela e vale mais do que 20 das comuns”, brincou o torcedor, que sequer precisa se esforçar soprando o instrumento.

“Não tem segredo algum, é de ar comprimido. Esta aqui é vendida em qualquer bicicletaria no Brasil”, completou o torcedor, fazendo o movimento com as mãos para emitir o forte barulho.

Por sorte dos jogadores de Brasil e Costa do Marfim, a grande maioria dos torcedores presentes neste domingo no estádio Soccer City ainda não tem uma brazilian vuvuzela.

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